Lisboa “manchada”

Trabalho de grupo realizado por Carolina Sacoto e Maryana Kruk

Problema: O número de prédios devolutos em Lisboa (desocupados por mais de um ano), tem vindo a aumentar de ano para ano, havendo já quase 5 mil. Este é um  problema cada vez mais urgente, pois para além de afectar a paisagem da cidade, alerta-nos para a crise em que vivemos nos dias de hoje, uma vez que os proprietários ficam sem recursos para remodelar os prédios em mau estado ou os residentes para pagar as rendas. As leis das rendas também não ajudam neste aspecto, não deixando muita margem para obras e manutenção mas, por outro lado, houve uma grande deslocação da população para os subúrbios da cidade, pelos preços elevados, deixando o centro com muitas casas vazias e sem terem em vista perspectivas de arrendamento ou compra. Perigos tais como incêndios são, pois, eminentes.

Uma vez que não nos é possível agir localmente nem sugerir nenhuma solução para esta questão, que seja por nós executada, decidimos propor uma plataforma digital que tem o objectivo de informar as pessoas desta problemática que se sente na cidade de Lisboa, apesar de acontecer também um pouco por todo o país.

Objecto: Pretende-se criar uma plataforma online, de acesso livre a qualquer internauta, com informação actualizada dos edifícios/espaços abandonados em Lisboa. A informação poderá ser visualizada num contexto restrito —por freguesia—  de modo a facilitar a leitura dos dados, como também aproximar o utilizador desta realidade, ao visualizar os dados da sua área de residência, ou no contexto geral da cidade de Lisboa. O trabalho visa abranger toda a população portuguesa, residente ou não em Lisboa, de modo a sensibilizar a população para o grande problema do abandono de habitações e outros espaços. Podendo evitar novas situações similares.

A ideia é confrontar o utilizador com dados relativos ao espaço que o rodeia. Assim, terá de ser o próprio a escolher uma freguesia, acedendo à sua respectiva “mancha” e, só posteriormente, irá ser-lhe dada a opção de escolher a vista geral de Lisboa. Espera-se, portanto, que o utilizador fique mais perturbado com o facto de pesquisar a sua área de maior interesse, que à partida será a da sua área de residência, e se sinta mais preocupado com problema. Procura-se, então, criar uma ferramenta interactiva que permita ao utilizador ser mais activo e explorar as manchas “abandonadas” do concelho.

Estrutura: O site irá recorrer a uma abordagem gráfica dos dados (data visualization), com “manchas”, de modo a enfatizar a problemática e facilitar a leitura e compreensão da informação e provocar um maior impacto nos indivíduos. Para conseguir uma maior sensibilização das pessoas, na página inicial o utilizador será confrontado com uma frase aleatória sobre uma causa do abandono ou um dos perigos que estes espaços apresentam para o espaço público, bem como um campo para escolher a freguesia e uma opção para ver o propósito do projecto. O intuito destas frases é transmitir uma mensagem directa e objectiva, (exemplo: “50% dos prédios devolutos encontram-se infestados de ratos.”) Depois da freguesia escolhida o utilizador é levado para uma segunda página com o respectivo mapa e a sua legenda, bem como a opção de ver o mapa geral de Lisboa e a informação acerca do projecto. A plataforma apresentar-se-á ao utilizador como um espaço limpo, apenas com a informação essencial.

Recolha e apresentação de dados: Os dados utilizados serão os disponíveis no documento de prédios devolutos da Câmara Municipal de Lisboa (o último que encontrámos foi actualizado no final de 2009, com 4689 entradas). Iríamos tentar obter o último levantamento feito junto da Câmara Municipal de Lisboa. Este documento fornece dados relativos à freguesia e morada exacta, como também o tipo de proprietário, tipo de ocupação e o código SIG.

No entanto, a informação disponibilizada ao internauta será a mesma do documento da CML, excluindo os códigos SIG. Os dados serão actualizados sempre que houver um novo levantamento da informação por parte da Câmara, visto nós não termos meios para o fazer.

Tipo de propriedade do espaço devoluto:

     – privado

     – do Estado

     – individual

     – sem informação.

Tipo de ocupação do espaço:

     – totalmente devoluto

     – parcialmente devoluto.

Exemplos visuais:

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Tretas.org. Prédios Devolutos Lisboa
http://tretas.org/PrediosDevolutosLisboa#Localiza.2BAOcA4w-o_dos_Pr.2BAOk-dios_Devolutos

Ribeiro, Luís (2013).  Lisboa abandonada: quase 5 mil edifícios devolutos. Visão verde.
http://visao.sapo.pt/lisboa-abandonada-quase-5-mil-edificios-devolutos=f721893#ixzz2qUIyCNFX

Instituto Nacional de Estatística – Censos.
http://censos.ine.pt/xportal/xmain?xpid=CENSOS&xpgid=censos2011_apresentacao

 

Referência de projectos
Cruz, Pedro Miguel (2013). Um ecosistema: político-empresarial
http://pmcruz.com/eco/

Chu, Tony. Tangled Webs of Influences. MFA Interaction Design.
http://interactiondesign.sva.edu/people/project/tangled-webs-of-influence

Fisher, Max (). 40 more maps that explain the world. The Washington Post.
http://www.washingtonpost.com/blogs/worldviews/wp/2014/01/13/40-more-maps-that-explain-the-world/

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